O bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, presidiu nesta quinta (8), a Santa Missa de Corpus Christi na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.
A Catedral ficou lotada de fieis que acompanharam a celebração e que também participaram da procissão com o Santíssimo pelo centro da cidade.
Dom Egidio falou sobre essa data tão importante para os cristãos católicos. “É a segunda vez no Ano Litúrgico que nós celebramos a Eucaristia, o Mistério da Eucaristia. A primeira celebração foi na Quinta-Feira Santa, na Missa da Ceia do Senhor. Cada uma dessas celebrações tem o seu valor, a sua riqueza, o seu dom. Hoje nós iremos meditar sobre a Eucaristia andando, levando a presença eucarística de Jesus pelas ruas da cidade, reconhecendo que ele é o nosso Senhor a quem nós queremos seguir”, disse o bispo durante a homilia.
Foi realizada neste domingo (28), a Romaria Diocesana de Pentecostes na diocese de Afogados da Ingazeira.
O evento teve início na Paróquia de São Francisco onde foram acolhidas as caravanas das diversas paróquias da diocese. Houve um momento de oração e reflexão e, em seguida, saíram em caminhada até a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios onde aconteceu a concelebração eucarística presidida pelo bispo diocesano, dom Egidio Bisol.
Para a romaria, o bispo diocesano convocou todos os crismandos e crismados que receberam ou irão receber a confirmação neste ano, totalizando cerca de 4.500, entre jovens e adultos.
“Tem muitos jovens aqui graças a Deus, e eu queria que vocês guardassem o Espírito Santo que recebi ou vão receber na confirmação: vai fazer de mim um discípulo apaixonado de Jesus. E vocês sabem qual a diferença entre um discípulo apulso e um discípulo apaixonado. Discípulos já somos, mas as vezes como em Jerusalém trancados dentro de uma sala com medo”, disse dom Egidio na homilia.
“Vocês jovens da catequese e da crisma e importante que vocês se sintam missionários de Jesus no mundo inteiro e no meio de outros jovens. Precisam sair, se jogar no meio dos outros jovens para testemunharem o Evangelho para mostrar com a sua própria vida que Jesus só não tira nada de sua vida, de sua felicidade, pelo contrário, traz mais felicidade verdadeira”, concluiu.
Na noite do sábado, 29 de abril, o padre Mairton Marques do Amaral Sales tomou posse como novo pároco da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Tuparetama.
A missa de posse foi presidida pelo bispo diocesano, dom Egidio Bisol, e contou com a participação de vários padres da diocese, além de caravanas de algumas cidades da região e do município de Planalto/BA, onde o padre Mairton estava atuando.
A “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro” elaborada e aprovada pela quase totalidade dos 326 bispos ativos e parte dos 157 bispos eméritos brasileiros presentes na 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi apresentada pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, durante a Coletiva de Imprensa desta quinta-feira, 27 de abril, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho de Almeida.
“Esses dias na casa da Mãe Aparecida foram uma oportunidade para experimentarmos a comunhão a partir da riqueza de nossas diversidades. Quem nos une é Cristo e, por ele, esperançosos e comprometidos, renovamos nossa opção radical e incondicional com a defesa integral da vida que se manifesta em cada ser humano e em toda a criação”, diz trecho da mensagem.
Há 150 anos, a Assembléia Legislativa de Pernambuco promulgava a Lei N° 1085 que criava a Freguesia de São José do Belmonte. Iniciava-se ali a caminhada missionária e pastoral desta Paróquia em zelar pelo bem espiritual da porção do povo de Deus que lhe fora determinada. Olhando os documentos da época, viu-se que a Paróquia São José foi criada a partir do desmembramento da freguesia de Nossa Senhora da Penha de Vila Bela (Serra Talhada) que era muito extensa. Os moradores de Belmonte achavam-se distantes da Matriz da Penha e, sentindo-se desassistidos pelo padre, pleitearam um para si, que vivesse mais perto de seu povo.
Bispo Dom Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira, responsável pela instalação canônica da Paróquia São Jose do Belmonte
Nesse tempo, a Igreja Católica era a religião oficial do Império. As freguesias (nomes como eram identificadas originalmente as paróquias), embora tivessem caráter religioso, eram criadas pelo governo imperial.
Instalada a Paróquia de São José do Belmonte ocorreu sua criação canônica pelo então Bispo de Olinda, dom Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira, em seguida tomou posse o seu primeiro vigário, padre Manoel Thomás Pereira de Lima.
Hoje a Paróquia São José tem como pároco o padre Américo Leite de Sá Neto e o diácono Gutembergue Lacerda.
Brasão da Paróquia foi criado e oficializado este ano, também como forma de marcar o ano de festejos
A data histórica de hoje se confunde com a própria história da cidade de São José do Belmonte. O jubileu é sempre um tempo de graça, de celebração, de memória a toda a história, e de agradecer o quanto tudo isso foi importante. A Paróquia São José contribuiu muito para a formação da cidade fazendo alusão também ao protagonismo da igreja, que sempre esteve presente na história e no desenvolvimento de São José do Belmonte, da formação das lideranças, no trabalho social, nos colégios, e em diversos setores. E tudo isso queremos recordar e fazer memória aos párocos, às pessoas e famílias, que ao longo desses anos passaram o valor da fé e os valores humanos, de geração em geração.
Padre Manoel Thomas Pereira de Lima, primeiro vigário da Paróquia de São Jose do Belmonte
Esta data comemorativa vem ajudar no amadurecimento do povo cristão de Belmonte e visa também despertar um maior compromisso com a Igreja, reconhecendo sua história e as coisas boas que ela tem feito a esta terra com propósito no trabalho, na fé, no amor e na força divina que age nos corações humanos.
Continua a tua caminhada de fé, Paróquia São José, para a glória do Senhor!
LEI Nº 1085 DE FUNDAÇÃO DA PARÓQUIA DE SÃO JOSÉ DO BELMONTE:
“O bacharel Henrique Pereira de Lucena, comendador da Imperial Ordem da Rosa, cavaleiro da de Cristo, juiz de Direito e presidente da Província de Pernambuco:
Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei a resolução seguinte:
Art. 1° – Fica desmembrado da freguesia de Nossa Senhora da Penha de Vila Bela, e constituindo uma nova freguesia, sob a invocação de São José de Belmonte, o seguinte território: todas as águas do Riacho Boqueirão, da Fazenda Carnaúba (inclusive) para cima, e partindo desta para o sul, pela estrada Gameleira, até os limites da Fazenda Grande, compreendidas para a nova freguesia as fazendas Gameleira, São Gonçalo, Derradeira Várzea, Santa Clara, Sítio do Brejo e Entre-Serras.
Art. 2° – A Igreja de São José da povoação do Belmonte será a Matriz da nova freguesia.
Revogam-se as disposições em contrário. Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da presente resolução pertencer que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela contém. Palácio da Presidência de Pernambuco, 24 de abril de 1873, 52° da Independência e do Império.
Henrique Pereira de Lucena (Barão de Lucena) – Presidente da Província de Pernambuco.”
Valdir José Nogueira de Moura – Professor e historiador
Com a benção do Fogo, o bispo diocesano de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, iniciou a Vigília Pascal na noite deste Sábado Santo (Sábado de Aleluia) na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.
Dom Egidio, em sua breve homilia, falou do significado dos sinais durante a Celebração da Vigília Pascal. “Hoje os sinais que estamos vendo, vivendo, são os sinais falantes. Todos eles nos ajudando a entender um pouco quem é o Ressuscitado. O Ressuscitado é a luz que ilumina o nosso caminho. Não por acaso, vocês, catecúmenos depois do batismo irão receber uma vela acesa no Sírio Pascal. É Jesus que se torna luz na vida de cada um. E nós sabemos o quanto a luz e importante em nossas vidas, sobretudo nos momentos em que temos dificuldades de enxergar o caminho, de enxergar uma saída, de enxergar uma esperança”.
No decorrer da celebração, aconteceu também a benção da Água e, em seguida, foram batizados vários catecúmenos. Dom Egidio disse que aquele momento pode também ser um incentivo para outros jovens. “Agora uma palavra bonita que a Igreja chama com vocês: Neófitos, ou seja, que acaba de nascer. Pra vocês neófitos, pode ser um testemunho interessante para outros jovens. A gente não pensa que tenha ainda tantos jovens que não são batizados, mas parece que cada vez mais esse número vai aumentando, então o testemunho de vocês, com certeza pode incentivar outros na medida que vocês forem testemunhando que a iniciação cristã trouxe algo novo na sua vida”, afirmou o bispo.
Na tarde desta Sexta-Feira Santa, o bispo diocesano, dom Egidio Bisol, presidiu a Celebração da Paixão do Senhor na Catedral diocesana.
Na Sexta-Feira Santa, cristãos recordam a condenação, prisão, paixão e morte de Jesus na cruz. É o único dia em que a Igreja Católica não celebra missas em todo o mundo. Na ocasião, é realizada uma ação litúrgica em memória à entrega de Jesus à humanidade.
A Celebração da Paixão do Senhor consta de três partes: Liturgia da Palavra, Adoração da Cruz e Comunhão Eucarística.
Após a Celebração da Paixão, aconteceu a procissão do Senhor Morto pelo centro da cidade e retornando à Catedral.
Na noite desta Quinta-Feira Santa, o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, presidiu a Santa Missa Vespertina da Ceia do Senhor na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios dando início ao chamado Tríduo Pascal. Nessa celebração, acontece o rito do Lava-Pés.
O rito do Lava-Pés lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.
“Irmãos e irmãs, com essa celebração estamos iniciando a Celebração da Páscoa, uma celebração por assim dizer, esticada ao longo de três dias para nos dar o tempo de saborear e de interiorizar o Mistério de Jesus em sua Paixão, Morte e Ressurreição. Mas também, para tentar acompanhar Jesus nessa sua caminhada pascal para que a gente possa realmente fazer Páscoa, sentir que alguma coisa mudou, ou está mudando em nossa vida”, disse dom Egidio durante a Santa Missa.
Dom Egidio também falou do momento atual em que a sociedade está passando, fazendo referência aos últimos atos de violência (caso de Blumenau e São Jose do Egito) onde a população vive de forma assustada e que todos precisam se colocar a serviço um dos outros. “O colocar-se a serviço é um sinal. Porque colocar-se a serviço exige que primeiro tenho jogado fora toda a minha arrogância, todo o meu sentir-me maior que os outros, o centro do mundo. Todo o meu sentir-me violento no direito encima dos outros. Porque quem tem esses sentimentos não terá a capacidade de se ajoelhar e lavar os pés dos irmãos. Isso não é problema de fazer politica ou não, isso é problema de ter fé ou não, e lembro isso porque tem também católicos que participa de nossas comunidades, mas que vivem na arrogância, se sentindo superiores aos outros, tomando atitudes violentas, pensando logo isso tem que matar, é a solução. Claro, se você entra nessa perspectiva, a saída é aquela que estamos experimentando e vendo em nosso meio”, concluiu.
Na noite desta quarta (5 de abril), o bispo da diocese de Afogados da Ingazeira, dom Egidio Bisol, presidiu a Missa do Crisma (Missa dos Santos Óleos) na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.
A missa contou com a presença de todo o clero diocesano. Durante a missa, aconteceu a renovação das promessas sacerdotais e a benção dos Santos Óleos: dos Enfermos, dos Catecúmenos e o do Crisma.
Na homilia, dom Egidio falou da importância e do significado da Missa do Crisma com todos reunidos ao seu redor. “Mais uma vez, a Missa do Crisma nos oferece a oportunidade de celebrarmos agradecidos a unidade da nossa Igreja Diocesana, a Igreja do Senhor no Pajeú, o povo e seus muitos ministros ao redor do seu bispo. Estamos reunidos em seu nome, convocados por Ele, animados pelo seu Espírito, todos ungidos junto com o Ungido, Cristo Jesus, que tece entre nós, laços de comunhão muito mais profundos e fortes que qualquer laço humano”, disse o bispo.
E continuou. “A celebração de hoje, ao mesmo tempo que renova a consciência da unidade que o Espírito realiza entre nós, e provoca nosso compromisso em guardar a unidade do Espírito pelo vinculo da paz, nos lembra nossa vocação comum de ungidos”, afirmou.
Com a tradicional Benção dos Ramos, procissão e Missa dos Ramos, o bispo diocesano, dom Egidio Bisol, abriu a Semana Santa na diocese.
A benção dos ramos aconteceu nas capelas da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios (sede da diocese) e, em seguida, todos saíram em procissão ate a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios onde aconteceu a Liturgia de Ramos e da Paixão do Senhor presidida por dom Egidio. Lembrando que todas as paróquias celebraram o Domingo de Ramos em suas respectivas paróquias.
“Liturgia de Ramos e da Paixão do Senhor, e são os dois aspectos da celebração. A Liturgia quer juntar a alegria da acolhida de Jesus em Jerusalém, mas também o sentido dessa chegada a Jerusalém que é a sua entrega por nós. Isso também e um reflexo de nossa vida onde, muitas vezes alegrias e tristezas se misturam. O que a Semana Santa vai nos ajudar a entender melhor que quando a gente vive tudo isso com Jesus, o ponto final não será a morte, mas a ressurreição”, disse dom Egidio.